12/05/2025
Bradesco tem lucro de R$ 5,86 bilhões no 1º trimestre, mas segue reduzindo postos de trabalho e agências
O Bradesco registrou um Lucro Líquido Recorrente de R$ 5,864 bilhões no primeiro trimestre de 2025, representando um crescimento de 39,3% em relação ao mesmo período de 2024 e de 8,6% frente ao trimestre anterior. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) alcançou 14,4%, um acréscimo de 3,9 pontos percentuais em 12 meses.
Segundo o relatório do banco, o desempenho positivo foi puxado pela elevação do resultado operacional em 51,5% no ano, com destaque para o crescimento da receita (+15,3%), da margem financeira (+13,7%) e da margem com clientes (+15%), impulsionada em parte pela expansão da carteira de crédito.
A Carteira de Crédito Expandida superou R$ 1 trilhão ao fim de março, um crescimento de 12,9% em doze meses. O segmento pessoa física cresceu 16,2%, atingindo R$ 432,9 bilhões, com destaque para o crédito pessoal (+15,8%), crédito imobiliário (+18,1%) e crédito rural (+105,2%). Já a carteira de pessoa jurídica aumentou 10,6%, chegando a R$ 572,3 bilhões, puxada pelas micro, pequenas e médias empresas (+29,6%), enquanto o saldo das grandes empresas teve alta de apenas 1,2%.
A taxa de inadimplência superior a 90 dias fechou o trimestre em 4,1%, uma redução de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024.
As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 7,3 bilhões, alta de 5,9% em um ano. Já as despesas com pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 9,3% no período e chegaram a R$ 6,4 bilhões. Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias foi de 114,77%.
Apesar do lucro expressivo, o Bradesco manteve sua política de redução de postos de trabalho e estrutura física. Em doze meses, foram encerrados 2.269 postos de trabalho, sendo 657 apenas no primeiro trimestre de 2025. Ao final de março, a holding contava com 83.365 funcionários, dos quais 71.953 estavam no Bradesco. O banco justifica os cortes como parte de um movimento de “ajuste no custo de servir” e “reforço nas áreas de tecnologia, operações e negócios”.
Também foram fechadas 420 agências, 891 postos de atendimento e 81 unidades de negócios nos últimos 12 meses. A rede passou a contar com 2.284 agências, 2.776 postos de atendimento (incluindo Postos de Atendimento Eletrônico/PAEs) e 721 unidades de negócios.
Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira, os dados confirmam o alerta que o movimento sindical tem feito há tempos. “Os números estão aí pra provar o que o movimento sindical do Brasil afora vem denunciando faz tempo: redução de pontos de atendimento e muitas demissões. Esse é o preço da retomada do crescimento e da chamada reestruturação? O banco alega que segue contratando, mas isso não se reflete nos dados do balanço. Bom atendimento se faz com rede adequada e com bancários nos locais, não dá pra continuar como está”, critica a dirigente.
Ainda assim, a base de clientes do Bradesco cresceu, com a inclusão de 1,2 milhão de novos correntistas, totalizando 73,5 milhões de clientes em março de 2025.
Segundo o relatório do banco, o desempenho positivo foi puxado pela elevação do resultado operacional em 51,5% no ano, com destaque para o crescimento da receita (+15,3%), da margem financeira (+13,7%) e da margem com clientes (+15%), impulsionada em parte pela expansão da carteira de crédito.
A Carteira de Crédito Expandida superou R$ 1 trilhão ao fim de março, um crescimento de 12,9% em doze meses. O segmento pessoa física cresceu 16,2%, atingindo R$ 432,9 bilhões, com destaque para o crédito pessoal (+15,8%), crédito imobiliário (+18,1%) e crédito rural (+105,2%). Já a carteira de pessoa jurídica aumentou 10,6%, chegando a R$ 572,3 bilhões, puxada pelas micro, pequenas e médias empresas (+29,6%), enquanto o saldo das grandes empresas teve alta de apenas 1,2%.
A taxa de inadimplência superior a 90 dias fechou o trimestre em 4,1%, uma redução de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024.
As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 7,3 bilhões, alta de 5,9% em um ano. Já as despesas com pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 9,3% no período e chegaram a R$ 6,4 bilhões. Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias foi de 114,77%.
Apesar do lucro expressivo, o Bradesco manteve sua política de redução de postos de trabalho e estrutura física. Em doze meses, foram encerrados 2.269 postos de trabalho, sendo 657 apenas no primeiro trimestre de 2025. Ao final de março, a holding contava com 83.365 funcionários, dos quais 71.953 estavam no Bradesco. O banco justifica os cortes como parte de um movimento de “ajuste no custo de servir” e “reforço nas áreas de tecnologia, operações e negócios”.
Também foram fechadas 420 agências, 891 postos de atendimento e 81 unidades de negócios nos últimos 12 meses. A rede passou a contar com 2.284 agências, 2.776 postos de atendimento (incluindo Postos de Atendimento Eletrônico/PAEs) e 721 unidades de negócios.
Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira, os dados confirmam o alerta que o movimento sindical tem feito há tempos. “Os números estão aí pra provar o que o movimento sindical do Brasil afora vem denunciando faz tempo: redução de pontos de atendimento e muitas demissões. Esse é o preço da retomada do crescimento e da chamada reestruturação? O banco alega que segue contratando, mas isso não se reflete nos dados do balanço. Bom atendimento se faz com rede adequada e com bancários nos locais, não dá pra continuar como está”, critica a dirigente.
Ainda assim, a base de clientes do Bradesco cresceu, com a inclusão de 1,2 milhão de novos correntistas, totalizando 73,5 milhões de clientes em março de 2025.
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