06/05/2026
Lucro do Itaú sobe 10% enquanto bancários convivem com sobrecarga e demissões
O Itaú atingiu lucro líquido gerencial de R$ 12,282 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE), no Brasil, foi de 26,4% no período, com alta de 2,7 pontos percentuais em doze meses.
De acordo com o relatório, esse resultado se deu devido ao crescimento de 4,5% da margem financeira com clientes, em razão do maior mix de produtos, decorrente do crescimento relativo de produtos mais rentáveis, além do maior volume médio de crédito, principalmente das carteiras de imobiliário, consignado privado e de programas governamentais para pequenas e médias empresas.
“Ou seja, o resultado foi obtido com o trabalho, a dedicação, o esforço e também com adoecimento de muitos bancários, que convivem diariamente com a cobrança para o atingimento de metas abusivas. E mesmo assim, muitas vezes não conseguem o reconhecimento justo por causa das regras subjetivas e pouco transparentes do Gera”, denuncia Valeska Pincovai, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú e secretária-executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Itaú corta mais de 4 mil postos de trabalho
No primeiro trimestre de 2026, a holding Itaú Unibanco contava com 81.659 empregados no país, com fechamento de 4.620 postos de trabalho em doze meses e de 1.034 postos no trimestre.
“Ao mesmo tempo em que são massacrados para bater metas que resultam no lucro descomunal apresentado pelo Itaú, os bancários convivem com o medo das demissões e com a sobrecarga de trabalho causada pelo fechamento de agências e pelo aumento do número de clientes. É um grande desrespeito com clientes e trabalhadores do banco que se apresenta como ‘feito de futuro’”, critica Valeska.
Centenas de agências fechadas
O Itaú também fechou 360 agências físicas no Brasil, em doze meses, enquanto o número clientes cresceu 1,678 milhão, totalizando 100,9 milhões ao final de março de 2026.
“Ser ‘feito de futuro’ não é precarizar o atendimento presencial em detrimento de um suposto foco em inovação e tecnologia. Pesquisas comprovam que clientes querem atendimento presencial para resolver problemas complexos. A superlotação nas agências comprova isto. E os bancários estão adoecendo com a sobrecarga de trabalho e com as metas”, afirma Valeska.
Bancários merecem respeito e valorização!
A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 4,5% em relação ao 1º trimestre de 2025, totalizando cerca de R$ 12,5 bilhões ao final de março de 2026, enquanto as despesas de pessoal, considerando a PLR, cresceram 8,1%, somando R$ 8,6 bilhões. Assim, a cobertura destas despesas pelas receitas de serviços e tarifas foi de 144,9% no período.
“Este dado, por si só, comprova que o Itaú tem totais condições de contratar mais a fim de reduzir a sobrecarga de trabalho e prestar um atendimento melhor à população, que paga altas tarifas para ser mal atendida, bem como aumentar o salário dos seus funcionários. O futuro alardeado pelo Itaú passa pelo respeito a bancários e clientes, os verdadeiros responsáveis pelo lucro bilionário apresentado pelo banco”, conclui Valeska.
De acordo com o relatório, esse resultado se deu devido ao crescimento de 4,5% da margem financeira com clientes, em razão do maior mix de produtos, decorrente do crescimento relativo de produtos mais rentáveis, além do maior volume médio de crédito, principalmente das carteiras de imobiliário, consignado privado e de programas governamentais para pequenas e médias empresas.
“Ou seja, o resultado foi obtido com o trabalho, a dedicação, o esforço e também com adoecimento de muitos bancários, que convivem diariamente com a cobrança para o atingimento de metas abusivas. E mesmo assim, muitas vezes não conseguem o reconhecimento justo por causa das regras subjetivas e pouco transparentes do Gera”, denuncia Valeska Pincovai, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú e secretária-executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Itaú corta mais de 4 mil postos de trabalho
No primeiro trimestre de 2026, a holding Itaú Unibanco contava com 81.659 empregados no país, com fechamento de 4.620 postos de trabalho em doze meses e de 1.034 postos no trimestre.
“Ao mesmo tempo em que são massacrados para bater metas que resultam no lucro descomunal apresentado pelo Itaú, os bancários convivem com o medo das demissões e com a sobrecarga de trabalho causada pelo fechamento de agências e pelo aumento do número de clientes. É um grande desrespeito com clientes e trabalhadores do banco que se apresenta como ‘feito de futuro’”, critica Valeska.
Centenas de agências fechadas
O Itaú também fechou 360 agências físicas no Brasil, em doze meses, enquanto o número clientes cresceu 1,678 milhão, totalizando 100,9 milhões ao final de março de 2026.
“Ser ‘feito de futuro’ não é precarizar o atendimento presencial em detrimento de um suposto foco em inovação e tecnologia. Pesquisas comprovam que clientes querem atendimento presencial para resolver problemas complexos. A superlotação nas agências comprova isto. E os bancários estão adoecendo com a sobrecarga de trabalho e com as metas”, afirma Valeska.
Bancários merecem respeito e valorização!
A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 4,5% em relação ao 1º trimestre de 2025, totalizando cerca de R$ 12,5 bilhões ao final de março de 2026, enquanto as despesas de pessoal, considerando a PLR, cresceram 8,1%, somando R$ 8,6 bilhões. Assim, a cobertura destas despesas pelas receitas de serviços e tarifas foi de 144,9% no período.
“Este dado, por si só, comprova que o Itaú tem totais condições de contratar mais a fim de reduzir a sobrecarga de trabalho e prestar um atendimento melhor à população, que paga altas tarifas para ser mal atendida, bem como aumentar o salário dos seus funcionários. O futuro alardeado pelo Itaú passa pelo respeito a bancários e clientes, os verdadeiros responsáveis pelo lucro bilionário apresentado pelo banco”, conclui Valeska.
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